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(Notas OOC) Continuação do Conto "Vida e Morte (parte 1)". A segunda parte tem mais personagens, mais diálogos, etc.

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 Leodok seguiu para o sul. Chovia incessantemente, e estava escuro. Após algum tempo, mesmo o cavalo já estava esgotado, e tiveram que parar perto de uma fazenda.

 A fazenda era pequena, com apenas uma casa, um celeiro, e uma cerca em volta da plantação. “Talvez possa passar a noite no celeiro”, Leodok pensou. “Entro escondido e saio de manhã. Não vão nem saber que estive aqui”. Entrou sorrateiramente no celeiro. Não havia nada para ser visto ali, apenas algumas ferramentas de cultivo e sacos amontoados em um canto. Subiu uma escada de mão que levava para o segundo andar do celeiro. Não havia nada nesse segundo andar. Leodok se sentou em um canto e tentou pensar em um plano. “Não posso ficar muito em Guilnéas. Logo o Flagelo vai chegar aqui também. Mas para onde ir? Kul'tiras? Quel'thalas? Ventobravo? Podem muito bem já estar destruídos, como Dalaran...”. Continuou pensando no assunto até cair no sono.

Ele abriu os olhos lentamente quando a manhã chegou. Mas já não estava no celeiro. Olhou para os lados, e tudo estava escuro. Então percebeu que estava amarrado a uma cadeira.

-O mago acordou – disse uma voz atrás de Leodok. Ele tentou se virar para olhar, mas as cordas não deixavam.

-Creio que então podemos começar – Disse uma voz feminina. Vinha da esquerda, mas estava escuro demais naquela direção para que se visse alguma coisa.

-Onde estou? Quem são vocês? - Perguntou Leodok.

-Somos nós que fazemos as perguntas – Disse o homem atrás. Ele andou para a frente de Leodok, que pôde ver sua silhueta, mas estava escuro demais para ver seu rosto – Hmm, você é de Lordaeron, não? Como passou pela muralha?

-Como você sabe?

-Pelo sotaque. E você trouxe um cavalo do exército, mas não tem cara de soldado. Roubou-o ou subornou um guarda?

-Eu… roubei-o.

-E, deixe-me adivinhar, passou pela muralha com um teleporte? Não responda. Enfim, por que estava naquele celeiro?

-Estava chovendo, eu precisava de um abrigo – Os olhos de Leodok começaram a se acostumar à escuridão, e ele viu que o homem à sua frente não era um soldado. Ainda havia chance de escapar – Você é o dono da fazenda?

-A terra não pertence a ninguém. Ela é viva e eterna, e nós somos apenas residentes temporários.

-Hã? - Leodok ficou confuso com a resposta – Não entendi.

-Pela lei dos homens, sim, a fazenda é minha.

Os olhos de Leodok já estavam acostumados o suficiente à escuridão para ver o homem à sua frente com clareza. Era alto, tinha um grande bigode e usava um traje de couro negro. Parecia ter em torno de quarenta anos. A mulher à esquerda continuava apenas olhando. Tinha cabelos negros com alguns fios grisalhos e face alongada, e usava uma veste de tecido marrom. Haviam algumas folhas entre seus cabelos. Ela olhou para o homem, e disse:

-Aimon, deixe ele. Um mago não vai ser capaz de entender as verdades da vida.

-Deixar ele? Ele veio de trás da muralha, invadiu nosso celeiro e é um mago. Deve ser um espião daquele Antônidas de Dalaran.

-Antônidas está morto – Disse Leodok.

-Eu não me importo. Deve ser espião de outro. Quem está no comando de Dalaran agora?

-Dalaran caiu.

Aimon fez uma expressão surpresa.

-Mentiras.

-Não. Dalaran caiu em um ataque de monstros mortos-vivos.

-Quer mesmo que acreditemos nisso?

-É a verdade.

-É por isso que veio aqui? - A mulher interveio.

-Sim.

-Você acredita nele? - Disse Aimon – São mentiras. Ele quer nos espionar.

-Esta noite, Aimon, eu tive uma visão – Disse a mulher – Vi seres de morte assassinando inocentes em uma grande cidade. Paladinos vieram, mas não salvaram as pessoas. Mataram mortos-vivos, homens, mulheres e crianças, sem distinção.

-Stratholme! - Disse Leodok – Eu estava lá! Arthas comandou os paladinos num massacre contra todos os presentes.

Aimon virou-se para a mulher.

-Tem certeza de que acredita nele, Elizabeth? Se for verdade…

-Eu sinto que é – Ela respondeu.

-Verdade ou não, ainda não decidimos o que fazemos com ele – Aimon observou.

-Ele pode ter nos dado uma grande ajuda, mesmo que tenha sido forçado a isso. Vamos dar uma chance a ele. Vamos mostrá-lo o Caminho.

-O Caminho? Ele é um mago, Elizabeth! Ele não compreenderá!

-Mesmo o mais perdido entre os homens pode achar o Caminho dos Antigos – Pausou por um momento – Sei que você não concordará comigo. Mas talvez Celestine da Colheita concorde.

(Continua...)

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