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O Fim da Lua Pálida

É uma noite chuvosa... no meio do nada. Não se sabe onde se passa este feito, é um grande castelo, rodeado por corvos e gaivotas. Um breu muito forte cobre a ilha, tudo parece tão caótico e destruído. Plantas e árvores mortas por todos os lados, em volta do castelo só há morte, o que será que têm dentro? Pegadas passam pela estrada da ilha... estrada que leva para o meio do nada, para o rio. Aparentemente, esta ilha costumava ser movimentada. Ao topo do castelo, uma imagem pálida reside. Uma elfa albina, com seus olhos e lábios vermelhos como o sangue, seus longos cabelos ao vento, brancos como a neve... assim como sua pele pútrida. Ela fecha os olhos e vira a cabeça para o céu. Pensativa, lágrimas descem por seu rosto.

Ela permanece assim por alguns minutos, até que ela finalmente abre seus olhos de súbito. Um chakram corta o vento em sua direção. Ela salta mortal para trás, caindo em uma doma de vidro, dando de encontro ao centro de um salão vermelho, onde reside um trono e um grande tapete vermelho. A elfa está ajoelhada em meio aos cacos de vidro caindo em sua volta como se fossem flocos de neve. Ela está com os olhos fechados e um rosto sério, seu sobretudo preto arrasta no chão. Ela abre os olhos e fita o trono, com a cara fechada e determinada. O chakram voa pelo ar, até que é pego por uma imagem sombria, que cai na frente da elfa, com uma certa distância. Esta figura está em pé, de costas para o trono. Ela possui lindas penas brancas amareladas, olhos púrpuras e fitantes. É Ravena, resoluta, fitando seu nêmesis, Nefasta.

Após longos segundos de confronto visual. Nefasta simplesmente se levanta e começa á dar palmadas nos ombros do sobretudo, na intenção de remover a poeira que lhe sujará. Ravena encara isto como uma provocação e volta á ficar em postura de combate, segurando o chakram por dentre as pernas e as mantendo separadas, enquanto seus ombros baixos demonstram uma pequena arakkoa, mas na verdade é apenas visual, ela está meio agachada, seus olhos raivosos fitam a elfa de maneira ameaçadora. Nefasta mantém os ombros baixos e uma estatura baixa, fitando Ravena com desdém, como se estivesse certa de sua vitória.

---"Então... uma peça importante do campo adversário veio encarar sua morte... Pequena gralha, você não está preparada para me derrotar... *-Nefasta abre os braços, e os levanta acima dos ombros, com o mesmo rosto sem expressão.-* Não faz sentido... Perdeu o amor pela vida, Ruktar? --- A Arakkoa não responde. Ravena salta para trás e, com um mortal, lança o chakram na direção de Nefasta, cortando os céus. A elfa avança em direção á ele sem medo, ela evoca sua espada com uma velocidade incrível, aparando o chakram. Porém, até mesmo alguém como Nefasta não é perfeito, ela por alguns instantes fita a arma arakkoana se desviando com o golpe de sua espada. Quando ela fita Ravena, é tarde de mais. A Arakkoa avança na elfa e a pega pego pescoço. Ravena pisa no chão e carrega Nefasta por alguns metros e, por fim, a arremessa contra a parede com muita força, fazendo a poeira do local cair em cima da elfa, caída no chão.

---"Eu... não... serei derrotada tão facilmente, Nefasta! .... Eu luto pelos meus filhotes, e por eles eu planejo lutar e, se necessário, dar minha própria vida!... Você não entende o que é "Amor", San'layn... você sequer é capaz de sentir isso!" --diz Ravena, enquanto tenta recuperar o fôlego-. Nefasta grunhe, ela muda a expressão após muito tempo inerte. Ela avança em Ravena com uma velocidade sobrenatural. Um barulho de pele sendo rasgada, Nefasta cravou a garra na barriga da arakkoa e a joga em direção ao meio do salão, fazendo suas costas rasgarem por causa dos cacos de vidro. Então Nefasta, enfurecida, grita: "Não sei o que é amor!?... TUDO... TUDO QUE EU FIZ... FOI. POR. AMOR!!". Nefasta avança em Ravena novamente, não dando espaço para que ela sequer consiga respirar. Ela corre em sua direção e tenta chutar seu bico, porém Ravena é mais rápida. A arakkoa pega um grande caco de vidro no chão e, embora corte sua garra, ela usa isso como uma faca, atacando a perna da Elfa, que grita, mas não de dor, e sim de raiva!.

Nefasta recua e fita a arakkoa que, por sua vez, tenta se levantar... lentamente. Ela segura o caco de vidro por dentre as pernas, ofegando. O corpo da arakkoa está muito danificado, ela sangra de maneira contínua e mortal, parece ter dificuldades em manter a cabeça erguida, meio cambaleante. Ravena então diz, com uma voz profunda e determinada : "Fez...? Ha ha.... *Tosse Sangue*, não... me faça rir... você é apenas... uma morta viva... que acha que é uma ....Deusa... Mas na verdade... é só uma louca... E sua morte... se avizinha... você não... vai sobreviver... A Investida Plácida... Vai derrotar você... Não eu...". Dito isto, Ravena cai de joelhos nos cacos de vidro, ela não liga pra dor, está cansada de mais, exausta.

Nefasta fita Ravena com um ódio no olhar, ela então abre suas longas e negras asas rasgadas e avança em Ravena, pegando-a pelo pescoço e a levando para o céu, através da doma de vidro. Nefasta grita: "Hah! A Investida Plácida vai me parar?! POIS QUE VENHAM!! PODEM VIR, MORTAIS!! EU VOU MOSTRAR O QUE ACONTECE QUANDO SE ENFRENTAM UMA DEUSA!!"

Nefasta atira Ravena do alto. Suas asas estão machucadas de mais, ela não consegue voar. Ela cai em direção á um precipício, ela fita a água se chocando contra as pedras que vão selar seu destino. A pobre arakkoa fecha os olhos e sorri, ela vê Walvir em seus sonhos lúcidos. O corpo dela está inerte... Em sua visão, Ayden, Burble e Walvir estão á seu redor, sorrindo pra ela caindo... Como se acreditassem que ela iria conseguir. Ela começa á sonhar que está em um casamento... e Walvir está no altar, esperando por ela... porém ela não chega... Todos começam á ir embora... Ayden tenta consolar a worgenin, que está sentada no altar... chorando... O sacerdote não consegue e lhe deseja melhoras, ele vai embora. Walvir chora incansavelmente... até que ela retira uma faca de suas vestes... e a crava no peito. Caindo morta no altar... ela estava tão bonita.

Neste momento, Ravena abre os olhos, determinada. Ela grita : "EU. NÃO VOU. MORRER. AQUI!!!". A arakkoa começa á fazer algo, porém ela some por dentre as pedras... As águas se chocam contra as pedras, nem mesmo Nefasta parece entender o que aconteceu, ela apenas fica lá.. voando... fitando o possível túmulo da arakkoa.

<Horas se passam...>

Os reanimados desistiram de procurar pelo corpo de Ravena, eles lhe dão como morta. Após a saída deles... algo começa á imergir da água... Uma garra arakkoana, se segurando em uma das rochas. Ravena se levanta e se apoia na pedra, fitando a torre, ofegante.... Sua missão foi cumprida... Mas a guerra está longe de acabar.

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